Teste do TSE confere 389 votos e não encontra divergências entre papel e urnas eletrônicas
Auditoria do segundo turno foi realizada na sede do Tribunal, em Brasília, com comparação entre cédulas preenchidas previamente e os resultados registrados pelos equipamentos.
O teste de integridade das urnas eletrônicas realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (25) terminou sem divergências entre os votos registrados em cédulas de papel e aqueles contabilizados eletronicamente. Na sede do Tribunal, em Brasília, foram conferidos 389 votos em dois equipamentos submetidos à auditoria.
O procedimento foi realizado em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Ao final da votação simulada, às 17h, os boletins emitidos pelas urnas foram comparados com os registros em papel preparados previamente por representantes de partidos políticos.
Como funciona o teste
O Teste de Integridade é uma auditoria pública que reproduz etapas de uma votação. As urnas são selecionadas por sorteio e recebem, durante a simulação, os votos previamente anotados em cédulas de papel.
O processo começa com a emissão da chamada zerésima, documento que comprova que o equipamento não contém votos registrados antes do início do teste. Depois da digitação dos votos, a urna emite o Boletim de Urna, que permite comparar o resultado eletrônico com as cédulas.
A finalidade é verificar se os votos digitados correspondem aos resultados apresentados pelo equipamento.
Fiscalização e transparência
Segundo o TSE, a auditoria pôde ser acompanhada por representantes de partidos políticos, instituições e entidades fiscalizadoras. O procedimento também foi monitorado por câmeras, com transmissão ao vivo pela internet.
O Tribunal informou que não houve impugnações registradas em ata pelos partidos presentes sobre a confiabilidade das urnas durante o teste realizado na sede da Corte.
O resultado divulgado se refere aos 389 votos examinados nesse procedimento específico. A auditoria integra os mecanismos de fiscalização do sistema eleitoral, mas não deve ser confundida com uma verificação individual de cada voto depositado nas urnas de todo o país.
