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Ataque mata enfermeira que atuava contra surto de ebola no Congo

surto de ebola no congo

26/10/2026 às 08h36 Atualizada em 27/10/2026 às 20h07
Por: Redação
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Ataque mata enfermeira que atuava contra surto de ebola no Congo

Ataque mata enfermeira que atuava contra surto de ebola no Congo

Outro profissional de saúde ficou gravemente ferido durante ação em Bafwasende; OMS alerta que violência e desinformação prejudicam a resposta à epidemia.

Uma enfermeira morreu e outro profissional de saúde ficou gravemente ferido em um ataque ocorrido no sábado (24), em Bafwasende, na província de Tshopo, no leste da República Democrática do Congo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a equipe atuava em resposta a um alerta de ebola.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o diretor regional para a África, Mohamed Yakub Janabi, condenaram o ataque e ressaltaram que trabalhadores da saúde precisam ser protegidos. Até a publicação do relato da Associated Press, as autoridades locais não haviam se pronunciado sobre o episódio nem identificado suspeitos.

Surto de grande escala

A violência ocorre em meio a um dos surtos mais graves de ebola já registrados no país. A OMS informou que, até 20 de outubro, a República Democrática do Congo acumulava 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes pela doença causada pelo vírus Bundibugyo.

A organização também registrou casos relacionados ao surto em países vizinhos, incluindo Quênia e Nigéria. A situação exige vigilância, rastreamento de contatos e coordenação entre os sistemas de saúde para reduzir o risco de transmissão.

Desinformação dificulta o combate

Segundo a Associated Press, rumores e desconfiança em relação às autoridades contribuem para a resistência de parte das comunidades às medidas de prevenção. A agência também relata que equipes de resposta enfrentam ameaças e outros episódios de violência.

Esses obstáculos dificultam o acesso a pessoas potencialmente expostas, a identificação precoce de casos e o atendimento. A OMS destaca que a detecção rápida, o acompanhamento dos contatos e o cuidado clínico são componentes essenciais para conter a transmissão.

A resposta ao surto depende, portanto, não apenas de recursos médicos e vigilância epidemiológica, mas também da segurança das equipes e da confiança das comunidades atendidas.

Atualização: os números epidemiológicos citados correspondem ao boletim da OMS com dados até 20 de outubro de 2026 e podem ter mudado.

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