
Internacional
Sindicatos convocam novas manifestações em 31 de outubro e greve nacional em 5 de novembro; crise reúne queixas sobre custo de vida, salários, educação e serviços públicos.
Sindicatos e movimentos sociais franceses convocaram novas manifestações para 31 de outubro e uma greve nacional para 5 de novembro, ampliando a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu. A mobilização, inicialmente impulsionada por estudantes, passou a reunir trabalhadores e outros grupos insatisfeitos com o custo de vida, os salários e a qualidade dos serviços públicos.
Segundo o Ministério do Interior, 410 mil pessoas participaram dos atos realizados em 24 de outubro. Para conter a violência registrada em manifestações anteriores, as autoridades mobilizaram cerca de 70 mil policiais. No balanço divulgado no domingo (25), o ministério informou 1.314 prisões e cerca de 50 agentes feridos.
A federação sindical Solidaires afirmou que diferentes insatisfações estão convergindo. Além de estudantes, as mobilizações passaram a envolver trabalhadores, professores, bombeiros e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, que ganhou projeção em 2018 durante protestos contra impostos sobre combustíveis.
O sindicato SUD Éducation anunciou adesão à manifestação de 31 de outubro. A central CGT informou que decidiria sua participação durante a semana.
As reivindicações ligadas à educação incluem melhores condições nas escolas e mudanças no sistema de acesso às universidades. O movimento também reflete preocupações com o poder de compra e a oferta de serviços públicos.
Macron tem margem limitada para atender às demandas. As contas públicas pressionadas restringem a capacidade de financiar concessões, enquanto o partido centrista do presidente não dispõe de maioria parlamentar para aprovar sozinho grandes medidas legislativas. Seu mandato termina em abril de 2027.
O governo abriu conversas com representantes estudantis e sindicatos, mas lideranças dos protestos consideram insuficientes as respostas apresentadas até agora. Em 26 de outubro, Macron prometeu novas medidas para responder às reivindicações dos estudantes, segundo a Associated Press.
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