
Internacional
Relatório apresentado em briefing de 28 de outubro aponta mortes de civis no Sudão e na República Democrática do Congo, deslocamentos no Iêmen e enchentes no Haiti; organização também denuncia restrições ao acesso de agricultores palestinos às terras.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para a continuidade de crises humanitárias em diferentes regiões do mundo durante briefing realizado em 28 de outubro. Entre os principais pontos estão ataques contra civis no Sudão, o avanço das necessidades humanitárias no Iêmen e na República Democrática do Congo e os impactos das enchentes no Haiti.
No Sudão, a organização relatou ataques com drones contra um mercado e uma área residencial em Yala, no estado de Darfur do Sul. Segundo informações apresentadas pelo porta-voz da ONU, dezenas de pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas. A entidade também informou danos a instalações de energia e abastecimento de combustível.
Apesar das dificuldades de segurança e da falta de financiamento, organizações humanitárias alcançaram mais de 17 milhões de pessoas no país nos primeiros nove meses de 2026. Desse total, cerca de 3 milhões receberam assistência em múltiplos setores, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
No Iêmen, mais de 281 mil pessoas foram deslocadas desde o início dos confrontos em agosto, de acordo com a ONU. A deterioração de uma estrada estratégica tem dificultado o transporte de ajuda, enquanto dezenas de milhares de famílias continuam sem assistência adequada para abrigo.
A organização também alertou para os riscos de violência sexual, tráfico de pessoas e casamentos forçados enfrentados por mulheres e meninas em locais de deslocamento superlotados.
Na República Democrática do Congo, confrontos na província de Ituri provocaram a morte de pelo menos 19 civis, segundo parceiros humanitários citados no briefing. Mais de 25 mil pessoas fugiram para áreas vizinhas, em uma região que também enfrenta os efeitos de um surto de Ebola.
No Haiti, chuvas intensas provocaram inundações na região de Grand Sud. A ONU informou quatro mortes, mais de 1.900 famílias afetadas e 1.700 casas inundadas no departamento de Nippes.
O plano de resposta às necessidades humanitárias do país, estimado em US$ 880 milhões, permanecia com menos da metade do financiamento necessário, segundo o porta-voz.
Na Cisjordânia ocupada, a organização relatou ataques, intimidação e restrições de acesso que dificultam a colheita de azeitonas por agricultores palestinos. Segundo informações humanitárias citadas no briefing, produtores foram impedidos de trabalhar em áreas próximas a assentamentos israelenses e à barreira de separação.
A ONU pediu que as autoridades israelenses garantam acesso seguro e contínuo às terras agrícolas, essenciais para a subsistência das famílias.
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