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Equipes usam guindastes e cães farejadores para vasculhar os destroços em Toledo; autoridades ainda investigam as causas do acidente.
Equipes de resgate continuavam, nesta quinta-feira (29), a busca por vítimas e possíveis sobreviventes após a colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha. A atualização mais recente da Reuters elevou o número de mortos para 69; 57 pessoas permaneciam hospitalizadas.
Os trabalhos avançaram durante a noite, com guindastes retirando partes dos vagões destruídos. Cães farejadores também foram mobilizados para verificar se ainda havia pessoas presas nos destroços. As autoridades mantêm cautela enquanto a operação não for concluída. Reuters
Segundo declarações do ministro dos Transportes, Óscar Puente, relatadas pela Reuters, vários trens teriam parado automaticamente após uma falha de sinalização. Um trem da estatal Renfe, porém, recebeu autorização para seguir em velocidade normal apesar da presença de uma composição da operadora Iryo parada à frente.
A sequência dos acontecimentos e as responsabilidades ainda precisam ser esclarecidas. A organização sindical dos maquinistas pediu cautela para evitar conclusões antes da análise detalhada do acidente.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional. O acidente também provocou interrupções na circulação de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. A Renfe informou que prepararia alternativas de transporte enquanto a linha permanecesse bloqueada.
A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança ferroviária no país. Maquinistas mantiveram uma greve que já estava programada para reivindicar mais investimentos e mudanças estruturais no setor.
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